domingo, 27 de novembro de 2011

Sem hora, Sem tempo



Não pediste que eu ficasse tampouco que fosse embora.  Já não sei o que sinto tampouco o que penso. Queria eu ser resistente e não fraquejar aos teus toques. Queria, ainda, te dizer: arruma tuas coisas, põe na mala. Já que o destino te levou de mim, ou, se eu acreditei nessa impossibilidade de te ter, é hora de ir embora. Existem muitos amores, afetos e carinhos me esperando, e a você, só desejo que tenhas paz. Se o maior dos dons é amar, eu te digo: continuo te amando das mais variadas formas, como amante e vigilante, como poeta e mendigo, te amo até se possível, sem coração. Queria te querer sem medo, ou até mesmo sem nada. Sem amor, principalmente.

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